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Notícias - Métodos Rápidos para Análise de Micotoxinas

Métodos Rápidos para Análise de Micotoxinas 20/07/2018

Ambifood Alimentar

Micotoxinas são metabolitos secundários produzidos por fungos, nomeadamente Aspergillus, Fusarium e Penicillium. São compostos tóxicos e um grupo muito heterogéneo que uma vez detetados geram perdas económicas e causam danos à saúde dos consumidores. A ocorrência de micotoxinas em alimentos é comum e a União Europeia tem uma vasta legislação que estabelece limites máximos admissíveis para vários alimentos


A análise de micotoxinas é necessária, entre outros, por motivos de:


A toxicidade das micotoxinas tem vários efeitos na saúde do consumidor, os quais se resumem no quadro abaixo:

             


No caso dos animais, a ingestão de ração com a presença de micotoxinas leva a lesões igualmente graves de órgãos com sintomas clínicos mais ou menos típicos, mas que se traduzem em perdas da eficiência reprodutiva, do crescimento e do aumento de peso.


Os surtos de micotoxinas tem vindo a aumentar ao longo dos anos, desde que em 1960 morreram mais de 100.000 perus em Inglaterra no que ficou conhecido como a doença X do peru. Mais tarde, em 1998 no sudoeste dos EUA uma contaminação de milho levou à rejeição de mais de 50% da colheita e em 2006/7 no Missouri a colheita de milho foi toda rejeitada. Na China, em 2011, uma companhia de produtos lácteos viu nos seus produtos serem detetados níveis de 140% mais altos de Aflatoxina M1. O impacto foi tal que rapidamente se espalhou pelas redes sociais e em 1h o site da empresa foi pirateado com a mensagem a negro "vergonha nacional”.


Na Europa, o número de notificações de micotoxinas tem estado num número estável entre 2015 e 2016, mas em 2017 a abril já ocorreram 188 notificações das quais 4 de Portugal, ou seja, no primeiro quadrimestre já ocorreram 45% das notificações do ano transato.


Para a análise de micotoxinas existem vários tipos de testes disponíveis, os quais devem ser escolhidos de acordo com a necessidade pretendida. No caso dos métodos clássicos de referência, a cromatografia de fase líquida (HPLC) é o mais comum. Para a extração da amostra e eluição das micotoxinas são usadas colunas de Imunoafinidade, que são revestidas por anticorpos específicos que se conjugam com as diferentes micotoxinas. Os seus resultados são demorados, o que levou a indústria à procura de testes mais rápidos e fáceis de instalar, seja no laboratório ou na receção da matéria-prima.


Assim, foram desenvolvidos testes ELISA em microplacas e em fluxo lateral, ou testes imunocromatográficos, os quais se baseiam na reação antigénio/anticorpo específica para cada micotoxina.


Porém, dado que previamente ao teste existe um passo fundamental para o êxito do mesmo, façamos algumas referências à amostragem. Esta etapa é a mais crítica para a análise de micotoxinas obter resultados que traduzam todo o lote em causa. As micotoxinas estão distribuídas heterogeneamente nos alimentos e em baixos níveis, por isso, o objetivo da amostragem é obter uma amostra que seja representativa. Há várias fontes de variabilidade no resultado, nomeadamente a amostragem e sub-amostragem, a preparação da amostra, a análise.


Na imagem abaixo vemos os fatores que afetam a variabilidade dos resultados.

                              

O método de amostragem para cereais e derivados está regulamentado pela EC/401/2006.


Dos testes rápidos para a análise de micotoxinas, referimos os seguintes:


Testes de Fluxo Lateral

São testes que se baseiam na reação anticorpo/antigénio e apresentam-se como adequados para a obtenção de resultados rápidos, podendo ser instalados em laboratório ou campo. O investimento não é elevado e a extração pode ser feita com metanol ou água. Os testes RIDA QUICK, na imagem ao lado, são compostos pelo dispositivo de fluxo lateral e pela solução de extração. Os resultados obtém-se em 15 minutos/10 amostras e podem ser semi-quantitativos, quando usado somente o dispositivo RIDA QUICK, ou quantificados através do leitor RIDA QUICK SCAN.

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Testes ELISA

São baseados também na reação anticorpo/antigénio e são quantitativos. Precisam de um leitor de microplacas e destinam-se a uso laboratorial, seja em indústria ou laboratórios de análise oficial. A amostra é extraída numa solução de metanol ou água e a análise produz uma cor que traduz a quantidade de micotoxina presente. No caso da maioria dos testes de micotoxinas a cor é inversamente proporcional à quantidade presente na amostra, ou seja, quanto mais cor produzida menor a concentração. Os testes ELISA também se diferenciam pelo tempo de resposta de resultados, testes tipo RIDASCREEN FAST, são mais rápidos com incubação de 15 minutos, ou testes RIDASCREEN, mais lentos, com mais tempo de incubação, 45 minutos, mas com um limite de deteção mais baixo.

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Em resumo, a escolha de um método rápido é uma opção para a indústria cada vez mais premente dadas as condicionantes económicas e de saúde inerentes à atividade produtiva. Contudo, para além da escolha do tipo de teste pretendido, das condições de instalação e execução, a amostragem é o primeiro passo para o sucesso do resultado. Recordo a equivalência de 1 parte por milhão em tempo, 1 minuto em 2 anos, ou em dinheiro, 1 cêntimo em 10.000,00 €.


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