Facebook Linkedin Facebook
Ambifood Presente na Tecnipão 2018 Química Líquida Supera Microondas Na Digestão De Metais Vestigiais Vapodest® - O Melhor Para Determinação de Álcool em Bebidas Análise NIR Atualizada para Norma ISO 12099 Portugal Afetado por Intoxicação com Atum Espanhol Adulterado Soxtherm® Na Indústria Têxtil EFSA Abre Consulta Pública Sobre Listeria Ambifood na Feira Alimentaria 2017 Rida Cube Scan no Scotch Whiskey Research Institute Descoberta Bactéria "Listeria" Num Lote de Queijos na Ilha das Flores Fraude alimentar: O que está na nossa comida? Ver mais »

Notícias - Leap Second: Porque Adicionamos 1 Segundo de Vez em Quando?

Leap Second: Porque Adicionamos 1 Segundo de Vez em Quando? 07/12/2016

Quando estivermos a festejar a passagem de ano na noite do próximo dia 31, os relógios irão parar 1 segundo.


O ano de 2016 é Bissexto, conceito introduzido no calendário Gregoriano em 45 AC por Júlio César.

A introdução de um dia adicional no mês de Fevereiro sincroniza o nosso calendário actual com o ano solar, ou seja, com o intervalo de tempo que a Terra demora a orbitar o Sol, que são cerca de 365 dias e 1/4.

Seguindo a mesma lógica, por motivos diferentes, temos de adicionar um segundo - chamado "Leap Second” - ao Tempo Universal Coordenado (UTC) de vez em quando.


O que é o Leap Second?


Antes de percebermos o que é o Leap Second temos de compreender o que é o UTC.

O Tempo Universal Coordenado UTC é o principal padrão de tempo usado no mundo. É composto por duas partes:

1. Tempo Atómico Internacional (TAI) - fornece a velocidade exacta para que os relógios funcionem corretamente através das medições de centenas de relógios atómicos de altíssima precisão espalhados pelo mundo.

2. Tempo Universal (UT1) - é o tempo proporcional ao ângulo de rotação da Terra e em simultâneo uma aproximação ao tempo solar. Também conhecido como tempo astronómico ou tempo solar médio, esta escala de tempo determina a duração exacta de um dia.


O Leap Second é um ajuste de 1 segundo aplicado ocasionalmente ao UTC para que a hora do dia se mantenha próxima do UT1. Sem esta alteração, a medição do tempo baseada na rotação da Terra (UT1) desvia-se da medição atómica devido a uma variação irregular e decrescente da velocidade da rotação da Terra. 

Adicionamos um segundo ao UTC sempre que a diferença entre o UTC e o UT1 se aproxima de 0,9 segundos. Desde que este sistema foi implementado, em 1972, 26 leap seconds foram adicionados. O próximo será a 31 de Dezembro, pelas 23:59:60 UTC. 
O gráfico abaixo mostra a diferença entre o UT1 e o UTC desde 1972. As linhas verticais correspondem à introdução de leap seconds.

           


Como a velocidade de rotação da Terra diminui em resposta a eventos climáticos e geológicos, a adição de leap seconds é irregular e imprevisível. A decisão de inserir um leap second é normalmente anunciada com seis meses de antecedência pela IERS - International Earth Rotation and Reference Systems Service, assegurando assim que a diferença entre o UTC e o UT1 nunca excede os 0,9 segundos.



Porque é que a rotação da Terra varia irregularmente e tem vindo a diminuir?


A principal razão para a diminuição da variação da rotação da Terra é a chamada fricção de marés ou aceleração de marés. É o efeito das forças de maré entre um satélite natural (no nosso caso, a Lua) e o planeta primário que ele orbita (a Terra). A aceleração provoca uma recessão gradual de um satélite que orbite no mesmo sentido do seu planeta, e uma correspondente redução da velocidade de rotação do primário.

Outros factores que contribuem para esta variação são o movimento da crosta da Terra relativo ao seu núcleo, mudanças na convecção mantélica (correntes de convecção que transportam o calor do interior da Terra para a sua superfície) e quaisquer outros eventos ou processos que causem uma redistribuição significativa de massa. Eventos como o terremoto no Oceano Índico em 2004 de magnitude 9,3 encurtou o dia solar em 2,68 microssegundos.


« voltar

COMPETE - QREN - EU